Novo lar, doce lar

Há alguns meses me joguei nesse desafio de achar um quarto no centro da cidade, com todos os atributos necessários e no budget que eu poderia pagar.

Mas, encontrar um lugar pra morar, no centro de Budapest, é uma tarefa complicada.

Foram muitos apartamentos visitados até eu chegar onde me senti realmente em casa.

A começar pelos preços altos.

Com o grande fluxo de estudantes europeus indo e vindo pra Budapest, os húngaros viram uma oportunidade de negócio no ramo de aluguéis de quartos. Consequentemente, tudo ficou muito caro por aqui nos últimos anos.

Estudos mostram que os aluguéis do centro equivalem a aluguéis em países ricos da Europa, como França e Alemanha.

Se você é estudante internacional, prepare-se para a facada.

Na verdade, se você não negociar e pesquisar muito bem, você vai pagar muito além do que deveria.

Porém, esse muito além, em EUROS, pra alguém que vem da Alemanha, França, Itália, Escandinávia –  na verdade é muito menos do que eles pagam nesses países de origem.

Sabendo disso, fiz uma super varredura nos grupos de aluguéis da cidade.

Tendo meu budget em mente, foi fácil excluir muitas opções e focar naquelas mais honestas.

A próxima etapa foi fazer visitas, escrever pra diversas pessoas, me apresentar … Algumas pessoas inclusive exigiam entrevista com os flatmates!

Mas onde eu fui parar, afinal?

Em um apartamento mega antigo, é claro.

Se você quer morar no centro da capital, você tem que por seu pé no vintage, meu caro!

Apartamentos que sobreviveram a era Comunista e foram construídos até muito antes. São verdadeiros monumentos históricos. Eu, fico maravilhada até hoje, toda vez que entro em um edifício desses.

No meu caso, tive sorte. Uma família de húngaros, muito honestos (eu achei) fizeram um investimento e compraram um apartamento caído, no coração da cidade. Renovaram e anunciaram para estudantes os 5 quartos disponíveis.

Eu cheguei lá sem muita expectativa, para verificar o último quarto disponível.

Logo me senti em casa. Não havia por que não ficar!

Home, sweet home

Uns dias depois fiz minha mudança de Buda para Peste.

Foram algumas viagens de ida e volta, subindo aquela colina de Buda com a mala vazia, descendo a colina de Buda com a mala cheia.

Vamos para o tour do meu novo lar, doce Lar

Essa é a rua onde eu moro, no distrito VIII. Em 1 minuto estou nos Trams 4 e 6, que circulam pelos principais pontos da cidade. Também estou entre as duas linhas de metrô mais utilizadas. Localização perfeita!
Essa é a entrada creepy do edifício. Velha, acabada, pichada. Mas é assim que eu gosto.
Essa é a parte interna do prédio. Todos os prédios antigos da cidade tem essa área interna, lindinha!
A entrada já é um museu. Vintage, descascando, pedindo reforma. Mas não, nada de reforma por aqui, é tudo TOMBADO!
Em frente a nova casa! Dia chuvoso, típico de inverno, perfeito para se mudar? He.
Já aloquei o sofá em direção a janela e meus cafés de final de semana serão admirando essa arquitetura marcada pela história, entre guerras, comunismo e outros impérios.
Janelas gigantes, luz natural, são coisas que estavam na minha lista de prioridades. Quartos escuros são deprimentes e eu preciso de uma vista inspiradora pra seguir nessa vida.

Gostou daqui? Venha me visitar!!!!!!


beijos do distrito 8 :*

Buda, Peste e minha vida no dormitório da universidade

2 comentários em “Novo lar, doce lar”

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