Brunch em Budapest

Vem conhecer um pedacinho de Budapest ao som de bossa nova comigo!

Mesmo no inverno, há dias lindos e ensolarados na capital húngara 🙂

Nesse dia fomos conhecer um restaurante que serve brunch nos finais de semana – o local se chama URBAN TIGER.

O local é um espaço bem moderno, com toques clássicos da arquitetura da própria construção e detalhes em lâmpadas, luminárias e luzes mais designadas 

-a bit fancy, eu diria.

Urban Tiber – Restaurante em Budapest

Por ser localizado no coração da cidade, eu diria que o restaurante atende a um público bem turístico, mas chegando lá encontramos basicamente húngaros degustando o Brunch.

Por ser um evento especial de final de semana, acaba selecionando quem realmente conhece o lugar e acompanha os eventos!

O cardápio é bem dinâmico, colorido e apetitoso.

Brunch no Urban tiger (Foto do site do local)

Você pode comer desde ovos mexidos, granola e iogurte, à salmão e saladas.

Eu optei por essa belíssima Shakshuka 🙂

Geralmente este prato é apresentado em frigideiras de ferro, em qualquer lugar que você vá.

Shakshuka – opção para um Brunch

 

Este faz parte da culinária do Oriente Médio. Trata-se de uma base vermelha feita através de tomates, alho, cebolas. Os ovos são cozidos no próprio molho!

Achei o prato ok, nada demais, mas achei que valeu o pacote como um todo.

Aliás, tinha música ao vivo! Então com certeza valeu.

O restaurante serve outros menus durante o dia e a noite.

Os preços são barato-médios, na minha opinião.

Paguei em torno de 7EUR pelo prato + latte (Me baseando no custo de vida em Budapest)

All in all, cola lá se estiver em Budapest 🙂

 

As sacadas mais coloridas de Budapest no outono

sacada de prédio antigo em budapest com plantas e flores

Não tem jardim em casa? Os húngaros sabem construir um jardim na sacada do apartamento.

Quem procura fotos de Budapest no google, encontra edifícios históricos, velhos, tombados.

Poucos imaginam o universo verde escondido no lado Buda, pouco explorado pelos turistas!

A presença verde é visível inclusive nas sacadas, quando não há jardim disponível!

Esse lago é cartão postal! Mas quem disse que as pessoas encontram esse cantinho?
Church of Szentimreváros
Budapest, Villányi út 25., 1114

O lado Buda é extremamente verde! Composto por casas e poucos prédios, há árvores em praticamente todos os cantos.

Rua arborizada em Budapest, 2017

Observando o quintal do vizinho, percebi que a sociedade aqui preserva muito as plantinhas.

Essa espécie de folhas vermelhas se propaga por todas as paredes durante o outono.

Especialmente na primavera, tudo fica muito colorido, mas isso será tópico para outro post, em breve.

Ainda pelo outono o clima é agradável. Dias ensolarados ainda ocorrem com frequência. Essa vista logo abaixo é da Citadella – ponto mais alto com vista para o centro histórico e residencial.

Vista da cidade no outono. Budapest, 2017

Essas fotos são da natureza durante o outono, tudo alaranjado, vintage, é claro.

O outono na sacada. Sol ao entardecer em Budapest, 2017.

“Sacadas de Budapest”

Esse é o nome de uma coleção / álbum que preciso registrar e tornar real um dia.

O que tem de sacadas lindas aqui não é brincadeira!

Sacada dos sonhos. Budapest, 2018

Tirei essas fotos caminhando nos arredores da Universidade, dormitório no distrito 11!

Se você vai a cidade com tempo, recomendo caminhar algumas horas sem rumo pelo lado Buda, é impressionante!

Coleção de Cactus na sacada!

Clique aqui se você quer saber o porquê de Budapest ser dividida entre Buda e Peste, leia este post:

Buda, Peste e minha vida no dormitório da universidade

Eu lembro de ter uma selva na sacada de casa, durante o período da minha vida em que eu morava em um apartamento com minha família.

Mas naquela época eu nem apreciava tanto, na verdade eu ficava pensando por que tantas plantas ocupando aquele espaço.

Nossa cabeça muda! Felizmente.

Sacadinhas convidativas
Mais outono pelas paredes
Toques de outono em sua janela

 

Em resumo, os húngaros cuidam bem de suas plantinhas.

Todos os parques, jardins, quintais, ruas, são extremamente bem cuidadas no aspecto natureza!

 

Novo lar, doce lar

Há alguns meses me joguei nesse desafio de achar um quarto no centro da cidade, com todos os atributos necessários e no budget que eu poderia pagar.

Mas, encontrar um lugar pra morar, no centro de Budapest, é uma tarefa complicada.

Foram muitos apartamentos visitados até eu chegar onde me senti realmente em casa.

A começar pelos preços altos.

Com o grande fluxo de estudantes europeus indo e vindo pra Budapest, os húngaros viram uma oportunidade de negócio no ramo de aluguéis de quartos. Consequentemente, tudo ficou muito caro por aqui nos últimos anos.

Estudos mostram que os aluguéis do centro equivalem a aluguéis em países ricos da Europa, como França e Alemanha.

Se você é estudante internacional, prepare-se para a facada.

Na verdade, se você não negociar e pesquisar muito bem, você vai pagar muito além do que deveria.

Porém, esse muito além, em EUROS, pra alguém que vem da Alemanha, França, Itália, Escandinávia –  na verdade é muito menos do que eles pagam nesses países de origem.

Sabendo disso, fiz uma super varredura nos grupos de aluguéis da cidade.

Tendo meu budget em mente, foi fácil excluir muitas opções e focar naquelas mais honestas.

A próxima etapa foi fazer visitas, escrever pra diversas pessoas, me apresentar … Algumas pessoas inclusive exigiam entrevista com os flatmates!

Mas onde eu fui parar, afinal?

Em um apartamento mega antigo, é claro.

Se você quer morar no centro da capital, você tem que por seu pé no vintage, meu caro!

Apartamentos que sobreviveram a era Comunista e foram construídos até muito antes. São verdadeiros monumentos históricos. Eu, fico maravilhada até hoje, toda vez que entro em um edifício desses.

No meu caso, tive sorte. Uma família de húngaros, muito honestos (eu achei) fizeram um investimento e compraram um apartamento caído, no coração da cidade. Renovaram e anunciaram para estudantes os 5 quartos disponíveis.

Eu cheguei lá sem muita expectativa, para verificar o último quarto disponível.

Logo me senti em casa. Não havia por que não ficar!

Home, sweet home

Uns dias depois fiz minha mudança de Buda para Peste.

Foram algumas viagens de ida e volta, subindo aquela colina de Buda com a mala vazia, descendo a colina de Buda com a mala cheia.

Vamos para o tour do meu novo lar, doce Lar

Essa é a rua onde eu moro, no distrito VIII. Em 1 minuto estou nos Trams 4 e 6, que circulam pelos principais pontos da cidade. Também estou entre as duas linhas de metrô mais utilizadas. Localização perfeita!
Essa é a entrada creepy do edifício. Velha, acabada, pichada. Mas é assim que eu gosto.
Essa é a parte interna do prédio. Todos os prédios antigos da cidade tem essa área interna, lindinha!
A entrada já é um museu. Vintage, descascando, pedindo reforma. Mas não, nada de reforma por aqui, é tudo TOMBADO!
Em frente a nova casa! Dia chuvoso, típico de inverno, perfeito para se mudar? He.
Já aloquei o sofá em direção a janela e meus cafés de final de semana serão admirando essa arquitetura marcada pela história, entre guerras, comunismo e outros impérios.
Janelas gigantes, luz natural, são coisas que estavam na minha lista de prioridades. Quartos escuros são deprimentes e eu preciso de uma vista inspiradora pra seguir nessa vida.

Gostou daqui? Venha me visitar!!!!!!


beijos do distrito 8 :*

Buda, Peste e minha vida no dormitório da universidade

Buda, Peste e minha vida no dormitório da universidade

Há 4 meses cheguei em Budapest, sem nada, além do sonho de voltar.

Me alojei em um dormitório da Universidade, localizado no distrito XI de Budapest, no lado Buda.

Entrada do dormitório da Universidade Szent Istvan, em Buda Side. Somogyi Imre Kollégium.

Pra quem não sabe ainda, Budapest é dividida entre Buda e Peste.

Quem passa pelo meio é o maravilhoso Rio Danúbio, ou Duna, como chamam aqui.

O acesso entre os lados se dá pelas incríveis pontes, ou de maneira subterrânea, pelos metrôs.

à esquerda, o lado BUDA.
à direita, o lado peste.
a foto foi tirada da Citadella, localizada em BUDA.

P.s. Esta é Budapest no outono, exatamente na semana em que cheguei. Maravilhosa? Sim? Claro que sim.

Vista da ponte moderna, de Buda olhando para Peste

Voltando a minha chegada.

Confesso que a ideia de morar no dormitório me atordoava um pouco.

Afinal, eu dividiria o quarto com uma pessoa completamente estranha. Pessoa esta que dormiria exatamente ao meu lado, todos os dias.

Eis que fui alocada em um quarto com uma menina do Kosovo. Devo dizer que tive muita sorte! Minha colega de quarto era agradável.

Ainda assim, morar junto com alguém em um quarto de 7m2 é um desafio, dos grandes.

Após alguns meses, minha vontade de sair daquele lugar começou a se tornar algo sério.

Primeiro dia no dorm! A vista era incrível, não devo reclamar!

Em Buda tudo é muito verde e alto.

Cheio de colinas, acaba sendo uma área mais fria, consequentemente o volume de neve é maior!

Eu subia muitas escadas pra chegar até o prédio onde eu morava, até as salas de aulas, etc.

A primeira neve do ano foi vista através dessa janela. Você pode presenciar esse momento aqui:

Primeira neve na janela

Vou sentir saudades desta vista da Janela do Dormitório (BUDA)
Vista da Janela em PESTE

Peste é o lado urbano, velho, badalado da cidade.

Em  Peste você encontra os bares, as baladas, o clima urbano e cultural!

PESTE – Akvárium Klub. (Budapest, Hungria)
BUDA – Verde, bucólico, residencial.

Sabe, morar no dormitório tinha suas vantagens.

Eu conheci muitas pessoas legais.

Descobri um universo que eu não tinha noção alguma.

Um universo de jovens islâmicos que rezam várias vezes por dia, vestem burkas e escutam música árabe enquanto cozinham.

Estudante islâmica. Foto by Google. Achei linda!

Esses mesmos jovens islâmicos, estão longe daquele extremismo que vemos na TV.

Eles não são terroristas (tenho até vergonha de escrever isso).

São pessoas como nós, cheias de sonhos, estilos, objetivos próprios.

Essa menina é protagonista de uma séria chamada SKAM, norueguesa. Ela é do Marrocos e é imigrante em Oslo, na Noruega. Eu sou apaixonada pelos princípios dessa garota desde então. E eu via um pouco dela em cada menina islâmica que mora no dormitório.

A religião não esmaga. Muitas meninas nem usam burka por opção própria! Tudo é uma questão de escolha e crença.

Nunca vou esquecer da primeira tâmara que comi na vida, oferecida por uma menina da Tunísia.

E o dia que entrei na cozinha (compartilhada) e as meninas cozinhavam e ouviam aquele som árabe, que eu definitivamente amo.

Conheci pessoas inclusive do Curdistão, o que me remeteu as aulas de geopolítica do ensino médio, quando estudávamos a complicada questão do oriente médio.

As pessoas são muito solidárias no dormitório

Sempre estão ali para te ajudar, afinal, está todo mundo na mesma situação: com pouco dinheiro e morando em um país totalmente exótico, onde a população em si odeia imigrantes.

Vi muito amor nos jovens, dei muitas risadas, queimei muita comida naquelas malditas chapas elétricas.

Cozinhei em cozinha suja, cheirando a tempeiros bizarros. Vi o microondas queimar, pois algum perdido colocou metal pra cozinhar lá dentro.

Eu acredito que muitos ali nunca usaram um microondas na vida, sendo bem honesta.

Passei por momentos de pânico quando os chineses cozinhavam suas milhares de mini comidinhas em mini potinhos e mini panelinhas. E eles realmente cozinham TODAS as refeições do dia. O que é interessante, mas acaba enchendo o saco encontrá-los detendo o monopólio da cozinha.

Tive dificuldade de me comunicar. Muitas pessoas, na verdade, não falam inglês. Mas estão lá, tentando!

Inúmeras pessoas demonstraram um interesse enorme pelo Brasil. Me viam tomando café e queriam saber se era grão brasileiro (e não era).

O Brasil tem uma reputação muito boa por aqui, essa é a verdade. Fui muito bem acolhida!

Nota de esclarecimento: vou escrever um post mais detalhado sobre meu programa de estudos, a scholarship e quem são os países contemplados! Assim dá pra imaginar a galera que morou comigo.

Enfim, minha jornada no dormitório foi cheia de histórias que talvez eu escreva em mais detalhes aqui um dia!


O próximo post é um convite à minha casa nova. Espero vocês lá 🙂

Click da rua onde eu moro, no distrito VIII. (Edição VSCO)

Novo lar, doce lar

Os Meninos da Rua Paulo

A Pál utcai fiúk – Os meninos da Rua Paulo, em húngaro.

Escrevo em um domingo frio, enquanto neva lá fora.

Meu almoço está assando no forno e enquanto isso, eu estou aqui descobrindo o que há para se fazer ao redor do meu novo endereço, no distrito VIII de Budapest.

Click da rua onde eu moro, no distrito VIII. (Edição VSCO)

Me mudei há exatamente 1 semana e pelas breves caminhadas ao redor, pude perceber que há muitos lugarzinhos a serem desbravados.

Esquinas, edifícios, porões, cafés, restaurantinhos, bares, etc.

Em frente a nova casa!

Mas esse não é o foco deste post.

Na verdade, já faz um tempão que eu não crio coragem e arranjo tempo para atualizar meu blog, mas algo me impulsionou de maneira única hoje.

Divagando no aplicativo Foursquare, eis que encontro um ponto a ser visitado.

Um lugar chamado Pál utcai fiúk szobra.

Curiosa, clico no destino e descubro algumas fotos de escultura de meninos. Mais adiante, leio os comentários a respeito.

Em 3 segundos dou um grito de alegria.

Oh meu deus, essas são esculturas dos MENINOS DA RUA PAULO!

Escultura dos Meninos da Rua Paulo, na Práter utca 11.

Os Meninos da Rua Paulo é um livro maravilhoso que marcou minha adolescência.

Recomendado pela Professora Rosi e a Roda de Leitura “Conversa entre amigos”, esse romance foi escrito por um Escritor Húngaro, Ferenc Molnár. E eu não me lembrava disso.

Recorrendo ao Wikipédia, acabo de descobrir que Os meninos da Rua Paulo é considerado o livro húngaro mais conhecido ao redor do mundo, tendo sido adaptado para o cinema em diversas línguas!

Capa do livro “Os meninos da Rua Paulo”, escrito pelo húngaro Ferenc Molnár

Ainda estou em choque. Nostálgica.

Lembro muito bem de ler o livro por completo em dois dias.

A história se baseia na vida dos meninos que travam batalhas de vida ou morte nas ruas de Budapeste, no final do século XIX.
Não há idade certa para ler esse livro, pois tanto um jovem quando um adulto mais vivido vai se encantar com essas páginas tão bem escritas.
Interpretações literárias dizem que o enredo alveja o público adulto para denunciar a falta de espaço para jovens na sociedade, e a violência psicológica que os meninos sofreram pelo “sistema de guerra” vivido no contexto histórico.
Personagens do Filme – reprodução do livro – OS MENINOS DA RUA PAULO
Publicado em 1907, este livro projetou mundialmente o húngaro Ferenc Molnár (1878-1952).

A popularidade internacional se intensificou por ser uma história não só metafórica em relação a transição a vida adulta, como também por ser considerada uma narrativa que poderia ter acontecido em qualquer lugar do mundo. 

Personagens do Filme – reprodução do livro – OS MENINOS DA RUA PAULO

No Brasil, a edição da Coleção Saraiva é a que deu mais visibilidade para o livro. Em 2005, a editora Cosac Naify relançou a obra. Posteriormente, em 2017, a Companhia das Letras, após comprar os direitos da Cosac, reeditou a obra (Wikipédia, 2018).

Sobre a Rua Paulo

O fato é que eu moro há algumas quadras desse endereço histórico e estou extremamente feliz por isso.

A rua paulo!

Era isso o que eu tinha para compartilhar hoje, uma pequena homenagem ao Escritor e a Professora Rosi, querida mestre que me mostrou o mundo literário de maneira única.


Beijos da Rua Paulo!

Retrospectiva 2017

pronto para a lola retrospectiva 2017?

seja feliz, vá para a ilha do mel

2017 começou na ilha.

em uma noite extremamente quente, o mar balançava, o céu estava claro e as pessoas celebravam entre garrafas e fogueiras espalhadas pela praia do farol.

ano novo na ilha do mel é a melhor coisa que você pode imaginar para si mesmo (fica a dica)

Peripécias na ilha

depois veio a despedida.

1 mês depois daquela virada nasceu um relacionamento a distância que durou 6 meses, até eu embarcar para a Polônia.

mas não vou me precipitar com as histórias. nesse meio tempo muita coisa aconteceu!

passei por um período nebulosíssimo. como nunca antes visto. 

eu me considero uma pessoa de sorte. as coisas sempre deram muito certo pra mim durante a vida, não tenho o que reclamar,

mas pela primeira vez na vida, parece que tudo começou a desmoronar.

o primeiro desastre foi chegar na prova do IELTS e ser recebida com um

“sorry, você está atrasada”

a próxima cena sou eu largada na sarjeta chorando em frente ao prédio da cultura inglesa e meus 800 reais no lixo.

os próximos fatos se resumem a carro estragado, assalto e roubo da lente da minha câmera enquanto eu fazia um ensaio no meio do mato.

também tive problemas em casa e recebi uma rejeição escrota de uma universidade que eu tinha aplicado com muita confiança.

coisas menores aconteceram, até eu receber ajuda espiritual e me limpar por completo.

Por do Sol no SkyBar

hoje eu vejo que aquele período foi necessário para eu aprender a respeitar o fluxo de energias que há entre nós.

hoje eu sei que é preciso sim selecionar as pessoas com quem você anda, os ambientes que você frequenta e, principalmente, seus próprios pensamentos.

hoje quando estou na beira de uma bad, faço um grande esforço mental para pensar positivo e expulsar a negatividade. e como isso tem me ajudado!

mas nem tudo são bads, vamos a parte boa de 2017!

após anos massivos de puro sofrimento e desilusões, me formei em engenharia de bioprocessos e biotecnologia.

logo após eu ter perdido a prova do IELTS, eu agendei uma nova prova, paguei mais 800 reais e deu boa.

(essa prova é pré requisito para estudar fora, meu principal objetivo até então)

já tinha desconsiderado ir pra dinamarca e pra holanda. só restava budapest me abrir uma porta.

e obviamente budapest não me deixou na mão.

Cidade nebulosa, enigmática e única – Budapest

na minha última semana de estágio na Novozymes, eu recebi uma carta de boas vindas de uma universidade húngara.

em primeiro momento eu não sabia se aceitava ou rejeitava, pois a universidade não é tão boa, a bolsa de estudos é bem pobre e o mestrado não é bem o que eu quero para o meu futuro.

Szent Istvan University campus

mas é budapest, a cidade que mais me fez feliz nessa vida.

mesmo que fosse para passar fome, eu passaria fome na europa, não no brasil.

amém. eu aceitei a bolsa e de lá pra cá foram 2 meses de despedidas e guloseimas brasileiras.

foi muito difícil pra mim deixar minha mãe. somos melhores amigas desde sempre.

e a família, os amigos, os gatos, o mamão toda manhã.

ah, o mamão.

chorei a viagem toda até o desembarque.

eu cheguei em budapest sem nada.

e desde então me sinto muito renovada.

viva o desapego e as novas oportunidades!

e o estar no lugar certo, na hora certa.

conheci pessoas incríveis no dormitório.

africanos e árabes que quebraram minha completa ignorância a respeito desses países.

Meu mini quarto no dormitório da universidade

no meu segundo dia em budapest fiz uma entrevista e consegui um freela como blogger, na segunda semana fui promovida.

se eu tô me sentindo blue, eu saio caminhar sem rumo.

atravesso pontes, acompanho o danúbio.

sem nem cogitar me sentir insegura.

aquela ambição por um trabalho cool na área que eu queria, em um ambiente empreendedor/inovador, me manteve a procura de algo a mais.

em janeiro eu começo a trabalhar em uma start-up finlandesa, em um escritório onde cachorros e humanos dividem o mesmo espaço.

enfim, o ano tá acabando com chave de ouro e aos cuidados poloneses – muita comida e amor.

Gatinho fofo que mora em um café em Szentendre

espero que 2018 seja tão bom quanto 2017!

um brinde a nós.

 

De volta à Budapest

Pisar em Budapest novamente depois de 3 anos é de tirar o fôlego, perder o ar pra respirar, sentir aquela dor gostosa no peito e chorar de alegria.

fotografia em sepia em budapest
Existe amor em Budapest

Eu amo essa cidade deste que pisei aqui pela primeira vez. Quando voltei para o Brasil, uma parte de mim ficou. No entanto, nunca imaginei que eu voltaria pra cá tão rápido para recuperar.

arquitetura de budapest a caminho da citadela
Subindo a trilha para a Citadella de Budapest

Estar de volta é um sentimento singular, ainda mais especial, eu diria.

Ao mesmo tempo que eu já conheço a cidade e um pouco da cultura, ainda há infinitas novidades me esperando.

Me sinto mais curiosa, mais madura e focada em descobrir.

Lembro de me pegar pensando, de volta ao Brasil, no quanto eu poderia ter sido mais observadora, mais cuidadosa em registrar os momentos.

Inúmeras vezes eu divaguei, revivi momentos que eu poderia ter escrito sobre ou até fotografado.

pessoas em estação de trem
A estação wesselényi é um pico jovem no distrito judeu

Atualmente meu objetivo é registrar e compartilhar tudo o que me toca por aqui – na medida do possível.

Memórias boas são as que ficam guardadinhas conosco.

Memórias excelentes ficam conosco e também são dividas.

budapest no outono vista do danubio
O outono em Budapest (Vista da Citadella)

A cidade mantém sua atmosfera misteriosa, enigmática, cheia de história pra contar.

Confesso que muitas coisas mudaram, como a presença de muitos novos lugarzinhos e atrações antigas que fecharam suas portas.

cafe antigo leste europeu
Esquina vintage no distrito 6.

Sinto muito mais a presença turística na cidade.

Há muita gente interessada na capital húngara.

O aeroporto de Budapest bateu seu recorde de passageiros esta semana!

Isso significa um fluxo de pessoas muito grande se dirigindo a cidade, cada vez mais cosmopolita, internacional, interessante.

pessoas caminhando no centro de budapest
Turismo em Budapest

Isso trás suas vantagens e desvantagens, é claro.

  • Turismo traz dinheiro
  • Cultura, diversidade
  • Agrega valor ao lugar e a população local.

Mas turismo exacerbado acaba trazendo complicações:

  • vandalismo, pois muitos turistas se encantam com o preço miserável do álcool na capital
  • ambientes lotados demais
  • filas
  • perda de identidade local, quando você encontra todo o mundo, menos um húngaro.

No próximo post você vai descobrir como é o outono por aqui e quão diversas são as cores!

mulher no outono
Eu e o outono em Normafa, colinas de Budapest

Quando eu voltar pra Budapest

Em 22 de fevereiro de 2016 eu estava tri nostálgica e escrevi uma lista de coisas que eu faria quando voltasse pra Budapest.

Sinceramente, eu não imaginava que eu voltaria tão cedo e com tanto tempo pra colocar essa lista em prática umas 10 vezes.

IMG_7236
click bucólico pra demonstrar aquela empolgação por @devoltaamadeira

Eis a lista:

  • quando eu voltar pra Budapest eu vou escrever um livro, ou um diário, que seja
  • vou molhar os pés no Danúbio enquanto bebemos aquele Tokaji;
  • vou caminhar pela nyugati com um Kürtőskalács e vamos observar os ciganos desembarcando;
  • vou beber mais uns 10 tipos de chá no sirius;
  • alugarei uma bicicleta por 1 mês e pedalarei até o balaton;
  • vou saltar de um trem mav em movimento;
  • vou discutir política em húngaro;
  • vou adotar um vira-lata só pra ter o prazer de entrar com ele no tram;
  • verei mais um nascer do sol da citadella;
  • tatuarei minha green bridge no braço;
  • vamos negociar goat cheese em um domingo de manhã no szimpla kert;
  • vou comprar kilos de gomba e viver de gomba, por que gomba é gomba;
  • quando eu voltar pra budapest uma parte do meu coração que ficou voltará a aficar quentinha de novo.

é claro que eu vou fazer um check list e tudo isso será muito bem registrado.

budabeijoooos

lolaa